Vigilância estadual faz treinamento sobre coronavírus para profissionais de saúde da Baixada

Vigilância estadual faz treinamento sobre coronavírus para profissionais de saúde da Baixada

Nesta segunda-feira (10) o GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) de Santos e o Hospital Emílio Ribas II, do Guarujá, vão realizar uma capacitação de profissionais de saúde da Baixada Santista sobre o Coronavírus.

O treinamento será realizado no auditório do Departamento Regional de Saúde (DRS) da Baixada e tem como objetivo informar o público técnico sobre os aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais do novo vírus.

O evento é destinado a profissionais das vigilâncias municipais da região, além de profissionais da saúde básica, além daqueles que atuam no atendimento de urgência e emergência de hospitais, como médicos e enfermeiros da rede pública e privada. Serão abordadas as maneiras de identificar sinais e sintomas de casos suspeitos de Coronavírus, além das medidas de prevenção e assistência adotadas nesses casos.

Cenário epidemiológico

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus nem em São Paulo, nem no Brasil. A Secretaria de Estado da Saúde de SP está monitorando três casos suspeitos de Coronavírus, sendo dois na Capital e um no interior (Bauru). Na quinta-feira (6) foi descartado mais um caso no município de São Paulo, após diagnóstico negativo de coronavírus realizado pelo Instituto Adolfo Lutz.

Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde. Conforme definido pela pasta federal, os casos inseridos até o meio-dia pelos municípios são divulgados no boletim da mesma data. Já os inseridos posteriormente, são divulgados no balanço do dia seguinte.

Os pacientes considerados suspeitos estão em isolamento domiciliar, e seus familiares estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, bem como sobre os cuidados requeridos para os pacientes, que incluem hidratação e a permanência em casa, sem circulação por outros locais e evitando contato com familiares e amigos, por exemplo.

“Após os devidos diagnósticos, descartamos os casos suspeitos e seguimos com o monitoramento, com organismos internacionais e nacionais de saúde. As equipes estão atentas para realizar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.

É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus (consulte os sites indicados no final do texto), contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus.

A investigação dos casos é realizada pelas secretarias municipais de saúde, com todo apoio técnico da pasta estadual. As amostras biológicas dos pacientes são colhidas pelo hospital onde foram atendidos e enviadas para análise no Adolfo Lutz.

Os exames consistem numa análise que detecte o genoma do vírus, por meio do chamado PCR (sigla em inglês que significa “Reação em cadeia da polimerase”). São feitos a partir da a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz), que deve ser realizado pelo hospital que atendeu o caso suspeito e encaminhado ao laboratório de saúde pública do Estado de São Paulo. Os resultados são comunicados pelo Lutz ao município de residência do paciente, responsável por notificar o descarte ou confirmação do caso.

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