Volta às aulas requer atenção de pais e responsáveis para vacinação contra o sarampo

Volta às aulas requer atenção de pais e responsáveis para vacinação contra o sarampo

População também deve ficar atenta a sintomas provocados pelo vírus e procurar avaliação médica diante de qualquer suspeita.

As recomendações da Vigilância Epidemiológica estadual são motivadas pela maior possibilidade de contágio no período de retorno das férias e durante eventos do calendário de 2015

 

Devido ao início do período letivo de 2015, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde decidiu reforçar as orientações para que pais ou responsáveis por crianças com idade entre 1 e 6 anos ainda não imunizadas contra o sarampo compareçam aos postos de vacinação de SP.

O objetivo é evitar possíveis contágios, pois uma criança infectada pode transmitir a doença facilmente a outros alunos – e até mesmo ocasionar um surto, a exemplo do que tem ocorrido em outros locais do país e do mundo com intensa circulação turística.

Eventos populares, como o Carnaval, podem intensificar o fluxo de visitantes nacionais e internacionais no estado de São Paulo e, consequentemente, ocasionar a disseminação do vírus.

Por isso, a população deve permanecer atenta a quadros de febre e exantema (manchas na pele) acompanhados de sintomas como tosse, coriza ou olhos avermelhados, que podem representar casos de sarampo ou rubéola. Em situações como essa, deve-se buscar avaliação médica e evitar contato com outras pessoas até a confirmação do diagnóstico.

Logo no início de janeiro, o Centro de Vigilância Epidemiológica emitiu recomendações a todas as cidades paulistas para que permaneçam em alerta a fim de identificar, no menor tempo possível, todo e qualquer casos suspeito de sarampo. Os municípios foram orientados a manter vigilância atenta para detecção precoce da doença, notificação e resposta rápida mediante suspeitas, com o objetivo de coibir a circulação do vírus.

O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido por meio de secreções expelidas por meio de tosse e espirro, por exemplo. O vírus fica incubado por um período de 7 a 18 dias e pode resultar em quadros graves, apresentar complicações sérias como pneumonia, diarreia e encefalite, ou levar a óbito.

No último bimestre de 2014, mais de 1,9 milhão de crianças foram imunizadas contra o sarampo por meio da campanha de vacinação promovida pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com apoio dos municípios, que também abrangia a imunização contra poliomielite.

Não existe circulação endêmica do vírus do sarampo em SP desde 2000. No entanto, a prevenção é fundamental, já que casos da doença continuam ocorrendo em diferentes regiões do Brasil e do mundo.

“Neste período de retorno de férias de verão, e considerando a agenda de eventos no estado em 2015, alertamos para a importância da atualização de todas as vacinas, principalmente contra o sarampo e rubéola, de acordo com o calendário estadual de vacinação. Esse alerta é para a população em geral, mas em especial para profissionais da saúde, educação e turismo. A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba”, explica a diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória do CVE, Telma Carvalhanas.

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